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Coca-Cola verde e amarela



"Até 2020, um bilhão de pessoas entrarão na classe média. isso ocorrerá em países como Brasil, Índia, China e Indonésia"
Muhtar Kent, CEO da Coca-Cola

Eram 22h13 da terça-feira 10, quando as luzes se apagaram em mais da metade do Brasil. No Rio de Janeiro, na Ilha Fiscal, um dos executivos mais poderosos do mundo, o CEO da Coca-Cola, Muhtar Kent, estava reunido com clientes e parceiros da empresa para festejar os bons resultados no Brasil.

Quando tentou deixar o local, foi impedido pelo Exército e teve de esperar durante horas. Depois, ficou intrigado. "Como um problema desses consegue parar um país inteiro?", perguntou Kent a seus assessores mais diretos. E teve a resposta de que o sistema elétrico brasileiro é quase todo interligado. Sua experiência com o apagão não foi propriamente agradável, mas ao menos serviu para convencê-lo de que a vinda ao Brasil ocorria num momento apropriado.

Kent veio inaugurar no Paraná a primeira "fábrica verde" da Coca- Cola na América Latina, uma unidade voltada para a produção de chás secos, com a marca Mate Leão - e que será também a primeira fábrica verde brasileira, certificada por um organismo internacional conhecido como Leadership in Energy and Environmental Design.

Ser verde, segundo esses critérios, significa ser ecoeficiente, economizando energia e água. "Nosso consumo de eletricidade será 25% menor e 40% da água usada na fábrica não será captada dos rios ou do solo, mas sim da chuva", disse Kent à DINHEIRO (leia abaixo sua entrevista exclusiva).

Sustentabilidade é uma palavra-chave para a Coca-Cola hoje, mas não a única. Segundo o CEO Kent, que nasceu nos Estados Unidos, filho de pais turcos, os três maiores desafios da empresa hoje são a redução do impacto ambiental, a conquista dos emergentes e a liderança no combate à obesidade - três causas às quais ele se dedica diretamente.

Antes de vir ao Brasil, ele esteve na cidade de Churchill, no Canadá, que é a "capital mundial do urso-polar". E ficou assustado com o que viu. "A formação das camadas de gelo no Polo Norte está cinco semanas atrasada."

Dentro de poucas semanas, ele e Paul Polman, presidente da Unilever, serão os dois representantes do mundo corporativo com direito a um painel na Conferência do Clima, em Copenhague, na Dinamarca. E, enquanto muitas companhias falam em ser "carbon neutral", compensando suas emissões de carbono, Kent traçou uma meta mais ambiciosa.

Dentro de dez anos, ele quer que a empresa seja "water neutral" - isso significa devolver à natureza toda a água que a companhia utiliza. O que não é pouca coisa. No caso da Coca-Cola, são 300 bilhões de litros por ano, o que equivale a 160 mil piscinas olímpicas. Em 2020, serão 600 nada menos que bilhões de litros.

Esse crescimento virá, essencialmente, dos mercados emergentes. E o fator determinante será a demografia. Kent acredita que os grandes motores da economia mundial nos próximos anos serão os países com populações jovens - e em expansão. Isso conta pontos a favor de mercados como Brasil, Índia, China, Indonésia e México.

E retira pontos do Japão e de quase toda a Europa Ocidental, onde as populações já são declinantes. Em Atlanta, onde fica a sede da Coca-Cola, as decisões de investimentos são tomadas a partir desse mapa-múndi demográfico. Em 2050, o Brasil terá 259 milhões de habitantes e a sexta população mundial.

Fonte: Terra.

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