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As vítimas do clima



Às vésperas de uma esvaziada conferência sobre mudanças climáticas marcada para o próximo mês, em Copenhague, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgou ontem relatório no qual não se limita a chamar a atenção para o problema. No documento, a entidade insiste em que as consequências da omissão em relação ao aquecimento global serão mais severas com a população de menor renda. Ao mesmo tempo, pela primeira vez, admite que a questão demográfica pode agravar o processo, cujas consequências seriam preocupantes também para o Brasil, especialmente no caso das cidades litorâneas.

Infelizmente, os constantes alertas para os riscos da falta de controle sobre as emissões de CO2 na atmosfera não têm sido suficientes para sensibilizar os maiores poluidores do planeta. É o caso tanto dos Estados Unidos quanto da China, cujos líderes hesitam em ir além de um acordo pautado por intenções políticas, preferindo se esquivar de metas concretas, o que tende a enfraquecer as pretensões da reunião de cúpula. Sem um comprometimento maior dos países ricos, é improvável que haja qualquer avanço na área ambiental por conta dos demais.

O relatório divulgado ontem adverte que, na ausência de providências concretas, a mudança do clima pode contribuir para o deslocamento de um contingente de aproximadamente 200 milhões de pessoas até 2050. Um aspecto particularmente preocupante é que, do total de prejudicados, a maior parte corresponde à faixa de baixa renda, que tem menor oportunidade de emprego, menor mobilidade e está mais exposta a desastres naturais.

Embora ainda soe como alarmismo, o aquecimento do planeta é uma realidade e os prazos dados pelos cientistas começam a encurtar. As dimensões alcançadas por essa ameaça fazem com que as alternativas não possam ser pensadas exclusivamente por um ou outro país, mas por todos os que se mostrem minimamente preocupados com o futuro do planeta e com a qualidade de vida das próximas gerações. Esse é o aspecto que não deveria ser perdido de vista na cúpula de Copenhague.

Fonte: Zero Hora

Não é preciso ser especialista para saber que os pobres levarão a pior, pois não é de hoje o ditado 'a corda sempre parte do lado mais fraco'.

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